sexta-feira, 20 de abril de 2012

Morte

Rio de Janeiro, abril de 2012

Por que a tememos tanto?

Deve ser porque é algo que não podemos experimentar antes; deve ser porque nos foi dito que o desconhecido pode ser assustador; deve ser porque nos sentimos inseguros com relação a nosso próprio poder, a nosso próprio ser; deve ser por causa de um monte de especulações.

Dizem que é mais difícil nascer do que morrer. Dependendo das crenças de cada um, até que é aceitável. Se vivemos num paraíso, onde tudo é maravilhoso e vem sem esforço, descer aqui pra Terra deve ser doloroso demais, perder toda a magnificência deve ser um fardo. Quando se morre, se volta a esse estado (há controvérsias quanto à unanimidade deste fato) e o grande pesar cabe mesmo aos que ficam na Terra, sentindo sua falta, ou melhor, sentindo a falta do seu corpo, que fala, que comenta, que contradiz, que toca e é tocado, que se vê.

É extremamente compreensível o medo da morte. Afinal, nossa mente quer que as coisas aconteçam de determinada maneira, sempre em suas noções limitadas das coisas. Uma opção que pode ser útil para amenizar o medo que a mente tem de morrer é tentar construir em sua cabeça, no presente, que há uma rota a ser cumprida e que ao fim dela você saberá que não há mais pra onde ir aqui na Terra; daí, você libera a energia do apego e se prepara pra entrar numa nova rota. Só é preciso estar consciente de estabelecer metas razoáveis, não querendo julgar nenhuma delas, porque do contrário a mente não vai acreditar. Bom, isso pode não ser uma solução 100% eficaz, mas pode trazer um certo conforto pra mente com relação ao assunto. Ah, e não esqueça de deixá-la preparada para modificações no caminho, porque o que ela não gosta é de surpresas. Afinal, podem acontecer imprevistos! Mas você saberá lidar com todos eles!