terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dezembro de 2012

Rio de Janeiro, dezembro de 2012

Será mesmo o fim do mundo?

Muitos comentaram sobre a tão famosa profecia Maia, muitos se prepararam de mil maneiras diferentes, muitos temeram sobre as diversas formas com que o mundo poderia acabar. Isso tudo sem saberem que, basicamente, ele já acabou. É, já acabou, e poucos notaram.

Alguns tremeliques foram necessários, e outros ainda podem ocorrer, mas é só pra movimentar as energias que ainda restam serem liberadas. Seja no macrocosmo, seja no microcosmo, toda mudança requer movimento e todo movimento abala as estruturas. Por isso, soa como o fim do mundo. E, de certa forma, é. É o fim do mundo como o conhecíamos; é a entrada de uma Nova Energia e o fim da Velha.

Portanto, viva este dezembro não como o fim, mas como o início seja lá do que for, seja de algo para a sua vida, seja de algo para a humanidade. Pode parecer que nada está andando, que nada está dando certo, mas é só por um período, até as energias se ajustarem, até o corpo, a natureza e tudo mais se adaptarem às novas maneiras de ser. Aproveite este momento maravilhoso na face da Terra! Esteja aberto pra ver o que muito ainda não enxergam.

Que venham 2013 e os próximos anos! Serão tempos iluminados daqui pra frente!

sábado, 10 de novembro de 2012

Expectativa e Retrocesso

Rio de Janeiro, novembro de 2012


Por que será que quando achamos que estamos chegando lá tudo desaba novamente?

Não foi uma vez, não foram duas. Foram tantas que a gente chega a perder a conta...

Dá um desânimo... Mas há uma explicação que parece bem razoável... A verdadeira pergunta é: Isso é um retrocesso que realmente acontece ou é uma expectativa que não se manifesta exatamente como o planejado? Pois a vontade que dá é de desistir de tudo. E, por incrível que pareça, isso é bom. É preciso desistir de tudo, liberar tudo, principalmente as expectativas. Só que nessa hora existem dois caminhos: o da depressão, que parece o mais óbvio, uma vez que a tendência é desanimarmos por não enxergarmos resultados, e o da aceitação. Aceitação de que as coisas nem sempre acontecem do jeito que planejamos. Aceitação para entender que não é para planejarmos os resultados, nunca! E aceitação de que continuar mudando as abordagens pode trazer um resultado diferente, mesmo que não exatamente aquele que se queria.

Portanto, não há retrocesso; tudo faz parte da jornada das nossas experiências. Parece estranho dizer que não é preciso fazer nada, mas que é preciso mudar porque, do contrário, continua tudo igual. Mas é exatamente isso. O não fazer nada é não estabelecer expectativas, não impor condições, não querer transformar algo ou alguém. Nossa mente quer sempre planejar pra poder saber. Ela quer conhecer os resultados. Só que isso não dá mais certo, se é que realmente deu algum dia ou não foi só mais uma de nossas ilusões... Então, não estabeleça expectativas; elas são o caminho mais rápido para a decepção, seja com relação a alguém, a alguma coisa ou a você mesmo.

E mudar é buscar fazer coisas que possam levar a realização dos seus sonhos. Mas cuidado com esta frase. Pois, se você tem um sonho, você pode achar que isso é um plano. Só que o seu sonho não é composto exatamente de etapas a serem cumpridas até um objetivo final preestabelecido ser alcançado. Isso é o que sua mente pensa que ele é. Seu sonho está na realização de coisas que façam você se sentir bem e que podem gerar qualquer resultado, até o de que você passe a querer realizar outras coisas e não mais aquelas, sabe-se lá!

Parece complexo, mas é muito simples. Só que quase sempre a gente não vê, ainda mais no início desse processo todo de querer e não conseguir. Depois de tantas experiências de empolgação e desânimo, a gente começa a ter vislumbres de luz no fim do túnel e a desistir cada vez mais do caminho da depressão. Seria mais fácil se víssemos logo isso de cara. Mas é normal escolhermos o caminho mais difícil... várias e várias vezes. Portanto, se está passando por isso, tenha certeza de que, daqui a um tempo, você vai ver essa luzinha começar a brilhar, em nuances cada vez mais perceptíveis. No fundo, ela é a sua própria luz irradiando e que ilumina os potenciais do que pode vir a acontecer. Por isso, embora pareça isso, não há retrocessos, porque essa luz fica sempre mais intensa a cada vez. Não há retrocesso algum, nunca, jamais.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Serviço

Rio de Janeiro, outubro de 2012

Será que ajudar os outros é algo positivo no conceito popular?

As pessoas têm uma noção estranha em relação a ajudar o próximo. Essa noção vem das religiões, que distorceram o conceito de serviço, que para elas significa conquistar seu pedacinho no céu.

Alguém só pode estar em serviço depois de estar iluminado. Não ao contrário, ou seja, estar em serviço para então se iluminar. Porque alguém que não está iluminado não sabe como estar em serviço, julga o que é certo com sua visão ainda limitada e, no fim, acaba não ajudando ninguém e sim prejudicando a si próprio em sua jornada.

Mas que fique claro: não ajudar não significa deixar de ser prestativo ou dar apoio, por exemplo, e muito menos prejudicar o outro. Ajudar não pode virar obrigação nem hábito, que isso fique bem claro. Estar verdadeiramente em serviço não é algo que se faça por obrigação nem por hábito, que são coisas mentais. Precisa vir de uma intuição, um saber o que precisa ser feito. E isso só é possível quando estamos iluminados.

Portanto, quando quiser ajudar, não pense que esse é o caminho mais rápido para a sua evolução espiritual. Na verdade, não pense. Acontecerá espontaneamente, na hora que for preciso, sem nenhum planejamento, nenhuma meta. Cuide de si mesmo e deixe que os outros encontrem suas próprias saídas, em seu próprio tempo. Você estará lá, se for solicitado, com muito mais condições de prestar o verdadeiro serviço.

domingo, 9 de setembro de 2012

Esperança

Rio de Janeiro, setembro de 2012


Será que essa é uma energia válida mesmo?

Todos sempre dizem para termos esperança; esperança que as coisas vão melhorar, que você vai conseguir, que tudo vai ficar bem... Só que a energia da esperança remete ao futuro. Ela é sempre requisitada quando se trata de algo que você acha que não tem no momento e que precisa obter no futuro.

A esperança pode, então, ocasionar o comodismo, porque, se é algo no futuro, não requer uma ação no presente. Outra coisa incômoda na esperança é a noção de expectativa. Se a pessoa tem esperança, ela tem expectativa de que determinada coisa aconteça, geralmente, da forma como ela planejou.

Chegamos, agora, na questão do planejamento. Esperança leva a planejamento, que não significa ação. E planejamento não é uma coisa positiva porque delimitamos as energias em planos, impedindo que oportunidades diferentes sejam notadas e os potenciais aproveitados.

Bom, com o planejamento pronto, nos acomodamos na expectativa de que algo vá acontecer. E se não acontece do jeito que queríamos... voltamos pra esperança: será melhor da próxima vez. É um círculo vicioso.

Portanto, o melhor é agir no presente. E, pra isso, não é preciso ter esperança!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Transformação

Rio de Janeiro, agosto de 2012

Será que é mesmo possível fazer isso em sua vida?



Sim, uma transformação radical em sua vida, mesmo que difícil, não é algo impossível. E, muitas vezes, é a única coisa que pode tirar você de uma depressão, de uma insatisfação ou de uma situação cômoda. Quando está assim, você se sente paralisado, achando que nada vai dar certo, que não consegue mudar ou que já se acostumou, então, é só ir levando. Nada disso! Busque dentro de você um sonho, uma vontade, uma paixão, enfim, algo que sirva de combustível para o ânimo.

Talvez ser radical de repente seja muito, muito difícil. Por isso, o melhor é ir fazendo pequenas mudanças diárias, sem perder o objetivo da grande transformação. Para isso, procure se nutrir a cada momento com esse seu combustível. Não desista, mesmo quando tudo parecer levar você a isso.

Você verá resultados pequenos virando presentes cada vez mais significativos e gratificantes em sua vida. E, vendo que é possível, sua animação vai aumentar cada vez mais e isso vai atrair aquilo que você quer, pois, não é mentira, o Universo conspira a seu favor.

Portanto, se quer passar por uma transformação radical, comece com pequenas mudanças no modo de realizar as coisas diariamente, fazendo um pouco diferente aquilo que sempre fazia igual. Arrume as coisas de um jeito que saia do habitual, pegue outro caminho na rua, compre uma coisa que jamais pensaria em comprar. Aos poucos, faça mudanças maiores. Vá ampliando sua visão, seus limites. E, quando se der conta, uma transformação terá acontecido em sua vida! E não terá sido, necessariamente, uma coisa drástica, mas, sim, o curso natural de sua existência. Seja feliz!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Depressão

Rio de Janeiro, julho de 2012


Às vezes, é mesmo inevitável?


Sim, a depressão às vezes é mesmo inevitável. Quando a gente começa a ter uma consciência mais ampla das coisas, entender aspectos que antes não se percebia, a gente nem sempre gosta do que encontra... e uma depressão bem forte parece inundar a alma. É como se, ao mesmo tempo que se ficasse feliz por ter aquele lampejo de sabedoria, também se ficasse triste por ter se enganado, iludido ou simplesmente não notado o que quer que seja.


Essa depressão não é insuperável, mas pode durar um bom tempo, e parecer insuportável. É preciso aceitar essas coisas das quais se passa a ter consciência, seja em relação a si mesmo (as mais difíceis, normalmente) ou em relação aos outros, sabendo que algumas você poderá mudar, outras não.


O melhor a fazer é curtir essa fossa, sabendo que as coisas vão melhorar, se assim você quiser, pois só você pode mudar, não os outros. Os outros não vão mudar você nem mudar a si mesmos, necessariamente. Mas você pode encontrar outros caminhos ou pelo menos ter outra visão da coisa. Mas não se iluda novamente: a depressão pode ir e vir, mesmo quando você achava que ela não retornaria mais. Quando tudo vier à tona, ela deve ir embora de vez.


Portanto, se a depressão chegou, anime-se! Faz parte do caminho!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Evolução

Rio de Janeiro, junho de 2012

Por que queremos evoluir sempre?

Nós temos uma tendência a achar que precisamos sempre melhorar em alguma coisa, desde a aparência do corpo ou o modo de ser e agir, passando pelo conhecimento adquirido até o amplo desenvolvimento espiritual. É verdade que precisamos chegar até determinado ponto, ou seja, não vamos parar onde estamos e pronto, acabou. Não é assim. Há uma jornada, altamente proveitosa para o nosso ser, que deve ser percorrida. Mas é preciso saber quando chega a hora de parar. A pergunta é: Como vou saber quando é hora de parar?

É fácil, é bem simples, de fato. Basta estar atento ao sentimento, à sensação, que essa busca começa a causar dentro de si. Tenha consciência do que você sente quando faz as coisas. Quando você começa a se sentir obrigado a continuar buscando, sem saber ao certo se deve ou não fazer aquilo, ou melhor, se gosta ou não daquilo, quando você começa a fazer coisas que seria coerente fazer porque, afinal, você está evoluindo, mas aquela coisa não “bate lá dentro”, é porque chegou a hora de parar. Muitas vezes, você se vê buscando apenas porque, do contrário, acha que a vida não teria propósito e que você pode morrer por optar parar de evoluir. Como se fosse um suicídio espiritual, he, he, he.

Vão surgir outros indicativos de que você não precisa mais evoluir. Se antes você fugia das pessoas que não estavam “no caminho”, agora você quer fugir das que estão. É verdade. Elas começam a aborrecê-lo, e tudo mais passa a ser enfadonho. Você deixa de ver sentido, de encontrar respostas, de gostar dos resultados que aquela busca possibilita. Os papos ficam chatos... repetitivos é a palavra certa.

O melhor a fazer nessa hora é aceitar que acabou, é parar de buscar e começar a viver, sem preocupações, sem imposições a si mesmo, sem expectativas. Porque, enquanto estamos “no caminho”, temos muitas expectativas! E vai chegar o momento em que vamos ver que elas não vão ser atendidas mesmo, independentemente do que seja feito. É quando você se entrega sinceramente ao Eu Sou, porque, afinal, é tudo que resta. E dane-se o resto. Dane-se quem nunca buscou. Dane-se quem está buscando. E dane-se quem já parou de buscar. Eu Sou e ponto final.

É quando você entende, plenamente, que o ignorante e o sábio, por fora, parecem iguais.

Surge um sentimento de completude. Você não se arrepende do caminho que percorreu, não julga o caminho que as outras pessoas estão escolhendo percorrer, nem se importa com o que vem depois.

Mas se a busca ainda o anima, continue! É porque o caminho ainda não chegou ao fim. Porque uma coisa eu digo, quando ele chegar ao fim, você vai saber, depois de um tempo. Então, não se preocupe com isso desde já. Mas desperte a consciência pra detectar esse fim, apenas percebendo o que as coisas provocam em você. Lá no final, todos vamos nos encontrar um dia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Querer

Rio de Janeiro, maio de 2012

Por que estamos sempre querendo?

Como já dizia Raul Seixas, “gente nasceu pra querer”. O que a maior parte da gente não sabe é que as energias cósmicas sempre trabalham pra atender o que a gente quer.

Parece inacreditável, mas é verdade. Nós é que não sabemos o que queremos. Mas, como sempre estamos querendo alguma coisa, quando algo acontece e não gostamos desse algo, não achamos que queríamos isso, mas lá em algum canto era exatamente o que queríamos. Complicado? Não, de fato é muito simples. Tudo trabalha em prol da nossa evolução, o que não nos impede de julgar algo como bom ou ruim.

Portanto, para evitar confusões, o melhor é estarmos conscientes do que queremos. E querer com convicção, com paixão, as coisas que julgamos como boas. Veja bem, primeiro passo é se amar. Queira isso, independentemente do que acha que faça ou tenha feito. Ame-se! Depois, decida se quer viver ou quer ir embora. Pode ser que não queira mais ficar por aqui, não tenha mais o que fazer... mas traga isto para a consciência: ficar ou ir?

Quando isso estiver resolvido, encontre seu querer e trabalhe, energeticamente, com essa paixão. Você vai conseguir realizá-lo! Basta definir o que é esse querer e entregar-se às energias. Elas vão realizar a coisa. Às vezes, no entanto, a coisa pode acabar se realizando em outra dimensão. Tudo bem, queira outra coisa! Uma ou outra vai se realizar aqui. Até o momento em que você vai resolver seguir pra outra dimensão também, e querendo, que é o mais importante! E não tem a ver com suicídio, pois será uma opção consciente.

Queira! Você nasceu pra querer!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Morte

Rio de Janeiro, abril de 2012

Por que a tememos tanto?

Deve ser porque é algo que não podemos experimentar antes; deve ser porque nos foi dito que o desconhecido pode ser assustador; deve ser porque nos sentimos inseguros com relação a nosso próprio poder, a nosso próprio ser; deve ser por causa de um monte de especulações.

Dizem que é mais difícil nascer do que morrer. Dependendo das crenças de cada um, até que é aceitável. Se vivemos num paraíso, onde tudo é maravilhoso e vem sem esforço, descer aqui pra Terra deve ser doloroso demais, perder toda a magnificência deve ser um fardo. Quando se morre, se volta a esse estado (há controvérsias quanto à unanimidade deste fato) e o grande pesar cabe mesmo aos que ficam na Terra, sentindo sua falta, ou melhor, sentindo a falta do seu corpo, que fala, que comenta, que contradiz, que toca e é tocado, que se vê.

É extremamente compreensível o medo da morte. Afinal, nossa mente quer que as coisas aconteçam de determinada maneira, sempre em suas noções limitadas das coisas. Uma opção que pode ser útil para amenizar o medo que a mente tem de morrer é tentar construir em sua cabeça, no presente, que há uma rota a ser cumprida e que ao fim dela você saberá que não há mais pra onde ir aqui na Terra; daí, você libera a energia do apego e se prepara pra entrar numa nova rota. Só é preciso estar consciente de estabelecer metas razoáveis, não querendo julgar nenhuma delas, porque do contrário a mente não vai acreditar. Bom, isso pode não ser uma solução 100% eficaz, mas pode trazer um certo conforto pra mente com relação ao assunto. Ah, e não esqueça de deixá-la preparada para modificações no caminho, porque o que ela não gosta é de surpresas. Afinal, podem acontecer imprevistos! Mas você saberá lidar com todos eles!

terça-feira, 20 de março de 2012

Humano e Alma

Rio de Janeiro, março de 2012

É possível conviverem no mesmo plano?

Temos noções diversas com relação a essa coisa chamada alma. Numa visão simplista, se estamos encarnados, animando um corpo físico, é porque temos uma alma. Todos os seres vivos, portanto, têm alma. Até aí tudo bem. É dito, inclusive, que ela passa a habitar o corpo no momento da primeira respiração quando se nasce. Somos, então, humano e alma juntos, pois o humano inclui a alma. Nesta visão, acreditamos num Deus no plano divino e nos consideramos meros humanos insignificantes.

Religiões e filosofias descrevem a alma de diversas maneiras. Uma outra noção derivada dessas muitas explicações sobre alma é a de que ela permanece em seu pedestal divino, enquanto envia uma pequena parte de si pra viver no mundo físico. E, diga-se de passagem, ampliando um pouco mais essa visão, ela também mandaria pequenas partes de si pra diversos outros lugares, inimagináveis por nossa mente humana, sendo, portanto, muldimensional enquanto realiza suas experiências. Aqui, podemos continuar acreditando num Deus distante ou, se nos considerarmos realmente uma parte de Deus, podemos dizer que nossa alma, neste caso, ainda distante, é esse Deus, mas continua lá num plano superior.

Para que humano e alma vivam realmente juntos aqui nesta dimensão, o que caracteriza a ascensão, o último passo do despertar, é preciso exterminarmos estes dois conceitos errôneos criados pelo homem: o de que existe um Deus, seja qual for, que impõe nossa realidade e cria destinos para as pessoas, e o de que existe pecado e, como a alma é sagrada, não pode fazer parte destas coisas mundanas. É preciso substituir esses conceitos por estes outros: Nós é que somos Deus, apesar de existir uma Fonte de onde viemos, e tudo que fazemos na vida são experiências, portanto, dignas da evolução de todo ser, sejam quais forem.

Com isso, não ficamos esperando alcançar uma condição especial em que tenhamos resolvido todas as nossas questões espirituais, não ficamos buscando uma cura pra tudo que consideramos desagradável em nosso ser, não ficamos almejando determinadas situações pra que outras possam acontecer e por aí vai. Enfim, deixamos de continuar seguindo por um caminho de busca infinita e passamos a aceitar que é aqui e agora o momento certo.

Ao atingir esse patamar descrito, fica mais fácil nos amarmos, nos aceitarmos, o que leva a amarmos e aceitarmos as outras pessoas e coisas, sem julgar nem criticar. Quando isso acontece, é porque estamos prontos pra convidar a alma a estar conosco na nossa jornada, a compartilhar nosso corpo como uma coisa só, com experiências físicas e espirituais reunidas.

Só assim é possível humano e alma conviverem no mesmo plano. É a ascensão, a integração, a completude. Qualquer outro cenário terá alguma parte faltando.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Distrações

Rio de Janeiro, fevereiro de 2012

Por que nos distrairmos?

É muito comum termos um objetivo e acabarmos nos distraindo. Primeiro, porque objetivos são projeções para o futuro e, no meio do caminho, mudam-se vontades, disponibilidades, oportunidades. Segundo, porque muitos objetivos exigem mudanças e mudar nem sempre é algo confortável.

Além do mais, muitas vezes nos distraímos achando que estamos cumprindo etapas para realizar o objetivo. Seguimos fazendo coisas que, em vez de nos aproximar do objetivo, nos afastam. Depois, dizemos que está tudo bem, não era pra ser...

Apesar de não devermos confiar apenas na mente e devermos seguir nosso coração, o que costuma acontecer é que tudo se confunde. Na hora que é preciso usar a mente pra analisar que algo é uma distração, dizemos que estamos seguindo o coração e não percebemos com a alma que estamos perdendo o rumo.

Conselho: Use a mente em conjunto com o coração e você vai trazer sua alma para a realidade e realizar os objetivos que quer sem se deixar levar pelas distrações nem achar que está “abafando” quando realmente não está. Simples assim!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Percepção e Ilusão

Rio de Janeiro, janeiro de 2012

Nossa percepção pode nos enganar?

Pode. É muito difícil discernir o que é a verdadeira percepção, vinda de um sentimento de saber real, de ser, vinda da alma, de uma percepção suposta, aquela que se pensa que vem de um sentimento de saber, que se pensa que vem da alma, mas que está vindo da sua mente.

A clareza da visão é algo muito forte. Só quem tem sabe dizer que tem. Muitas pessoas dizem que a têm, mas, na verdade, é a mente que as está manipulando, fazendo-as acreditar que sabem, que evoluíram, mascarando a verdade do que acontece em diversos âmbitos de sua vida.

É extremamente difícil lidar com pessoas que dizem ter essa clareza de visão, essa consciência, quando nossa própria visão, quase que de maneira óbvia à nossa percepção, mostra que essas pessoas estão se iludindo em seu caminho de busca. Cabe a nós, pacificamente, não se deixar levar pela irritação, apesar de ser difícil a convivência, especialmente se essas pessoas cultivam uma postura de superioridade em relação a nós, sinal óbvio da atuação da mente, iludindo-as em seu caminho evolucionário.

Mas cada um tem seu caminho e chegará o dia em que essas pessoas terão realmente a clareza de visão, seja nesta ou em outra existência. Mantenha a sua certeza, o seu centro. Afaste-se, de preferência, pois o risco da contaminação está sempre presente. Nós não voltamos pra trás, mas podemos deixar de seguir em frente.

E o mais engraçado de tudo é que elas poderiam estar dizendo exatamente estas mesmas palavras em relação a você. Por isso, não adianta mesmo lutar...