quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Experiências

Rio de Janeiro, outubro de 2015

Será que consigo ver todas as facetas da minha vida como experiências?

Às vezes, é difícil percebermos que estamos na vida para ter experiências. Nosso lado humano rejeita algumas respostas obtidas às ações que realizamos ou às escolhas que fazemos, e por isso sofre. Se estivermos conscientes de que tudo são experiências, sejam consideradas boas ou ruins pelo nosso lado humano, a vida não parecerá tão injusta. Pode continuar sendo sofrida, pois o humano ainda sentirá suas emoções, mas certamente nos trará uma expansão da consciência que ajudará a não nos fazermos de vítima.

Com uma consciência expandida, nosso lado humano consegue obter mais satisfação na vida e se sentir mais confortado, mesmo que conflitos continuem surgindo. Eles não deixarão de existir quando nos iluminarmos; apenas os veremos com outros olhos, sem julgá-los tanto como bons ou ruins.

Não devemos nos esquecer que tudo são experiências, das coisas mais simples às mais complexas, e que todas elas são modificadas, transformadas, à medida que expandimos a consciência. Ou seja, passado, futuro e presente estão em constante evolução, o que muitos chamam de cura, embora seja apenas uma expansão de consciência.

Olhe para sua vida e veja quanto aprendizado, quanto desenvolvimento, tanto nos momentos considerados alegres quanto nos tristes. Deixe de julgar que fez errado ou fez certo, que foi bom ou foi ruim.

Essas vivências, essas experiências, não são quem você realmente é, mas elas ajudam você a se reconhecer, a reconhecer quem você realmente é. E, assim, expandir sua consciência e deixá-lo mais próximo da tão falada iluminação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mente Consciente

Rio de Janeiro, setembro de 2015

Será que consigo tornar minha mente consciente?

No caminho de nossa evolução, com o tempo, começamos a perceber algumas sutilezas. Por exemplo, começamos a reparar que nossa mente, em sua ânsia de nos ajudar, acaba nos colocando em apuros, ou pelo menos em situações embaraçosas e desagradáveis, seja nos deixando com muito medo, com muita raiva, com muita tristeza ou com uma sensação muito grande de insatisfação.

Por outro lado, começamos a reparar que nosso Eu Sou, nosso verdadeiro ser, quem nós realmente somos, está lá, presente, talvez não muito atuante, mas como observador, vendo tudo que nossa mente está fazendo e respeitando o tempo que ela precisar para se tornar consciente, ou seja, aceitar, permitir sua colaboração.

Então, damos um outro salto quântico e reparamos que, assim como não podemos colocar o foco na mente limitada, também não podemos colocar o foco no Eu Sou infinito. Enquanto para ela, nada é verdadeiramente possível e prazeroso, para ele, tudo é possível e prazeroso, até a atitude da mente, seja ela acomodada, autoritária, duvidosa ou insana.

Daí, é um momento em que ficamos meio perdidos, porque não dá muito pra contar com um lado nem com outro.

Mas, de repente, a gente tem um estalo! E percebe que o foco deve estar em tornar a mente consciente. Ou seja, o foco deve estar em fazer a mente aceitar, permitir o Eu Sou, entendendo o novo posicionamento. Fazer a mente entender que ela não será desprezada; pelo contrário, será muito bem aceita, pois terá expandido sua área de atuação, eliminando tudo o que a bloqueava de ser completa. Daí por diante, serão muitos e muitos estalos no novo caminho.

Não é um caminho fácil, estará repleto de idas e vindas, altos e baixos, mas um dia a mente chega lá. Porque é, sim, possível torná-la consciente! Paciência, sem acomodação, é uma das ferramentas. As outras? A gente vai descobrindo pelo caminho. Assim como as que vão sendo desnecessárias.

sábado, 8 de agosto de 2015

Derrubando Conceitos

Rio de Janeiro, agosto de 2015

Será que consigo derrubar os conceitos que não me servem mais?

Não é fácil; é muito difícil, porque eles estão entranhados em nossa condição humana. Mas é possível e necessário, porque é assim que evoluímos.

Muitos conceitos que achamos que não nos afetam mais ainda estão encobertos e, às vezes, podemos nem notá-los. Outras vezes, eles podem nos surpreender nos impedindo de viver de uma outra maneira, de uma maneira mais ampla e mais consciente. Para derrubar os conceitos basta permitirmos e termos consciência de que eles estão lá e de que vamos superá-los no momento certo, aceitando sem expectativas o que derrubá-los trará para nós.

Será uma fase pela qual todos nós precisamos atravessar, com todas as dificuldades que ela possa acarretar. Mas, depois de ultrapassada, essa fase desencadeará um alívio e a verdadeira noção do que é a vida.

O melhor é pensarmos que estamos num jogo. E que nessa fase temos alguns “inimigos”, alguns “monstros”, a combater. Podemos tentar várias vezes, não vamos voltar pra trás, vamos sempre começar de onde paramos, pois o jogo está salvo ali. E, quando passarmos de fase, o jogo será salvo novamente, e vamos nos dar conta de que os “inimigos” e “monstros” foram “vencidos” e estamos livres. Coloco tudo entre aspas, porque não são coisas negativas, são apenas coisas pelas quais temos que passar, experiências, realidades, que temos que trazer à consciência e liberá-las, ultrapassá-las.

Depois, tudo vai ficar bem. Com certeza, tudo vai ficar bem.

domingo, 12 de julho de 2015

Medo, Raiva e Etc.

Rio de Janeiro, julho de 2015

Será que consigo lidar com essas emoções?

Quanto mais evoluídos estamos, mais temos consciência das coisas que se passam dentro de nós e ao redor. Muitas vezes, é difícil lidar com as coisas que percebemos, pois nem sempre são coisas que gostaríamos de sentir e que, normalmente, pensaríamos que elas não estariam mais lá, uma vez que já estamos, evidentemente, tão evoluídos. Mas somos humanos. E elas não desaparecem como num passe de mágica.

Às vezes, será muito difícil lidar com o medo e com a raiva, bem como com todos os outros sentimentos que não consideramos muito favoráveis ou que julgamos como negativos, seja em relação a nós, aos outros ou a situações. Mas, como nossa consciência está expandindo, temos como olhar pra isso “de fora” e não sermos tão duros com o que vemos. Mesmo assim, isso não impedirá de vivenciarmos esses sentimentos. E o melhor pra lidar com eles é não recriminá-los.

Observe como muitas vezes a raiva é maravilhosa, principalmente, quando tira a gente do medo. E como o medo é maravilhoso, quando nos impede de fazermos algo prejudicial ao nosso lado humano. Aceitar esses sentimentos como ferramentas da evolução traz melhores resultados do que, simplesmente, tentar aniquilá-los.

Na verdade, essas coisas não vão nem precisam desaparecer; elas só não devem nos controlar. Precisamos estar conscientes de que elas estão lá, aceitá-las como nossas facetas, permitir que existam e, então, elas deixarão de nos controlar e poderemos sair delas quando assim decidirmos. Isso é o que um Mestre faz. Também é importante não querermos controlar esses sentimentos. Um Mestre não controla nada. Não há necessidade de controle de nenhuma das partes. Isso é liberdade. E é o que um Mestre tem.

Talvez seja necessário praticar um pouco, trazer isso pra consciência um pouco mais, relaxar e parar de se esforçar, mas, definitivamente, devemos permitir que existam e aceitar que somos tudo isso.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mágico e Difícil

Rio de Janeiro, junho de 2015

Será que tudo na vida pode ser mágico e difícil ao mesmo tempo?

Pode. Pode ser mágico e difícil em igual peso! Absolutamente tudo.

E isso fica ainda mais evidente porque em nossa jornada realmente não temos muitas pessoas com quem compartilhar esse nosso aprendizado. Nem quando estamos estarrecidos de maravilhamento por coisas que muitos desprezam, menosprezam ou nem percebem pra chegarem a poder ter alguma relação com a coisa, nem... e ainda mais, quando nos sentimos sobrecarregados com os eventos ao redor.

Com a expansão de nossa consciência, parece que vivenciamos esses eventos de forma mais intensa, detalhada, abrangente, sobrepujante e intimidadora. Aos olhos dos outros, que estão de fora, estamos fazendo drama por tão pouco... Sem saberem, nem desconfiarem, que essa intensidade não vem do fato de exagerarmos ou agravarmos as coisas que realmente podem nem ser tão sérias, mas vem de uma profunda transformação que elas causam em nosso corpo, em nossa mente, em nossos sentimentos, em nossos questionamentos.

A clareza de visão, nesses estágios medianos, é uma das coisas mais dolorosas que um ser humano pode enfrentar, até porque junto com ela vem uma tremenda solidão. E é uma mistura de tristeza e alegria em igual peso. De raiva e compaixão em igual peso. De fraqueza e força em igual peso. De primeiro momento, é tudo muito confuso, mas é apenas nossa mente se descontrolando, sem condições de entender e ao mesmo tempo se expandindo pra poder nos ajudar na trajetória. Só que às vezes ela tem uns retrocessos. E tudo bem. A gente respira fundo e segue em frente, com os ânimos sempre renovados! Porque, sem dúvida, neste ponto, sabemos que nosso saber, nosso carisma, nosso ser, já é forte o suficiente pra não nos deixar abater.

O melhor é aproveitar cada momento, dançando com o que estiver à sua frente!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Atuação

Rio de Janeiro, maio de 2015

Será que a vida é só uma atuação?

Talvez, ou não. Se considera atuar uma mentira, então, a resposta é não. Mas atuar não é uma mentira; é uma verdade possível, é uma realidade também. Então, a resposta é sim.

Todos nós atuamos, vestimos máscaras sempre que entramos em contato com alguém ou mesmo quando entramos em contato conosco mesmos. E não há nada errado com isso. É uma forma de expressão, é uma forma de expansão.

Veja o caso de atores. Vivem muitos papéis e têm oportunidades de expandir seu próprio eu. Agora, por que tantos deles têm problemas sociais e psicológicos? Você poderia dizer que, se isso fosse bom, eles seriam todos ótimos, pessoas especialíssimas. O que acontece é que é muito difícil acreditar que a atuação é a vida, é a realidade. Então, eles não aproveitam as oportunidades, não sabem lidar com a multiplicidade, e acabam pirando.

Quando se aceita a multiplicidade, a expansão do ser, tudo é aproveitado, cada detalhe, cada característica de personalidade, de imaginação, de atuação, como quiser chamar. E isso vai ajudar em sua evolução. Mas, se ao contrário, entrar em conflito com essas manifestações, daí, vem a loucura, no mau sentido da palavra.

Portanto, atuem, sejam loucos, no bom sentido da palavra! É uma forma maravilhosa de evoluir, de estar no seu verdadeiro ser, que é múltiplo e não singular. Basta observar, experimentar e permitir, em vez de julgar, não acreditar e achar que está fingindo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pensamento

Rio de Janeiro, abril de 2015

Será que o pensamento é realmente capaz de criar?

Há controvérsias. Já aceitei que sim, mas, por experiência e observação, venho descartando isso. Pode até criar algumas coisas, mas nada verdadeiramente significativo. Pensar e acontecer só com muito esforço e, ainda assim, pra pouco resultado.

“O homem é resultado de seus pensamentos” é, portanto, uma afirmação questionável e muito mental. Afinal, pensamentos vêm da mente e a mente não é a nossa parte criativa, que de fato não está do lado direito do cérebro, diga-se de passagem; está no nosso verdadeiro ser. A mente apenas expressa, de diversas formas, a nossa criatividade. O que acontece é que, para mim, o homem é resultado de suas sugestões, de suas programações, ou seja, quando ele pega um pensamento e acredita muito nele, essa sugestão é capaz de criar, até certo ponto, porque envolve uma determinada emoção, uma quantidade de energia, tornando isso um pouco mais forte do que um simples pensamento.

Mesmo assim, não acho que seu poder seja tão eficaz. Tomemos como exemplo pessoas que morrem de medo de ser assaltadas e rezam pra não ser. Se elas temem ser assaltadas, provavelmente serão, segundo a afirmação “o homem é resultado de seus pensamentos”, mas a mente tem suas defesas e rezar para não ser pode neutralizar a situação; portanto, pessoas que pensam o tempo inteiro que podem ser assaltadas, não serão, necessariamente, porque “o homem é resultado de suas sugestões”, que no caso é acreditar que não será porque rezou pra isso. Outro exemplo seria a pessoa pensar que vai ganhar na loteria, com toda a força de sua mente. Como ela mesma não consegue acreditar nisso com o mínimo de força exigido, ela acaba não ganhando. Simplesmente pensar não faz acontecer. Desejar que algo aconteça cai na mesma questão, aumenta um pouco mais a possibilidade, porque move um pouco mais de energia.

De qualquer forma, ambas as coisas, tanto o pensamento como a sugestão, e mesmo o desejo, ficam no âmbito do acreditar e não do saber, que realmente é o elemento criador e que aparece quando se tem consciência, percepção.

Resumindo, fazer comentários, negativos ou positivos, sobre algo não leva à realização de nada. Se acreditar em alguns pensamentos, negativos ou positivos, pode obter um resultado parcial, mínimo ou de curto prazo, pois é onde se está colocando a consciência, mesmo que ela seja uma consciência embotada e não plena. Se sentir paixão, desejo (raiva incluída aí) por alguma coisa, aumentam as chances de realizá-la, positiva ou negativamente, mas não é garantia de nada.

A criação real vem apenas quando se está consciente, se tem percepção, se acessa o saber plenamente, e, então, diante destas circunstâncias, jamais será uma criação equivocada.

Conclusão: As diferenças parecem sutis, é tudo muito complicado e não se pode afirmar nada com total certeza, apenas ter experiências e deixar a mente tirar suas próprias conclusões, pois, afinal, fazer estas conjecturas é simplesmente uma brincadeira, uma distração mental.

Não perca tempo preocupando-se com seus pensamentos. Apenas tenha consciência das dinâmicas. Permita-se vivenciar, observar, brincar, mudar de opinião, expandir-se, pois só é complicado mesmo quando ficamos estagnados, de um jeito ou de outro. Pois é nesse interagir de pensamentos que acabamos aumentando nossa consciência, naturalmente, sem forçar, sem pensar, sem buscar um caminho até lá.

domingo, 22 de março de 2015

Ilusão

Rio de Janeiro, março de 2015

Será que há diferença entre ilusão e verdade?

Não. Primeiro porque não existem verdades, nem mesmo uma verdade absoluta sequer. Tudo que há é verdade, mas também pode não ser. Parece confuso.

Mas o que é ilusão? Como as verdades, também não existem ilusões. Algo que você pensa, imagina, faz ou sente é, de um jeito ou de outro, uma criação e, sendo assim, não é algo falso, é verdadeiro.

Então, como ficamos com relação a existirem ou não existirem verdades e ilusões?

Há um conceito antigo de que coisas sábias são verdadeiras e coisas mundanas são ilusões, coisas espirituais são verdadeiras e coisas humanas são ilusões. Mas isso é apenas uma impressão que se tem de algo, um ponto de vista, uma forma de separação, de julgamento.

Dizer que há ou não há verdade e ilusão é o mesmo que dizer que algo é bom ou ruim, feio ou bonito, certo ou errado. É tudo questão de dualidade.

Tudo pode ser de um jeito e de outro, ao mesmo tempo. Imaginação e realidade podem conviver, tempo e não tempo, humano e espírito podem existir juntos. Pode haver dualidade, multiplicidade e singularidade, unicidade. Podemos brincar com um lado ou com outro, quando acharmos melhor. Isso é consciência, é ter uma percepção expandida de tudo. Isso é mestria.

O que é preciso é aceitar que tudo acontece, que temos escolhas. O melhor a fazer é nos harmonizarmos, encontrarmos o equilíbrio e o desequilíbrio ao mesmo tempo. É simplesmente sermos, sem nos preocuparmos com a verdade ou com a ilusão.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Consciência

Rio de Janeiro, fevereiro de 2015

Será que ter consciência é diferente de ter pensamento?

É diferente. Se “penso, logo existo” pode ser uma declaração verdadeira, “penso, logo tenho consciência” não é bem uma verdade. Pensamento não é consciência, embora a consciência inclua pensamentos.

Consciência é percepção. Quando tem consciência, você percebe como as coisas são realmente. Em geral, isso ocorre quando se sai da consciência de massa, que é o pensamento comum, que é onde a maioria das pessoas coloca a sua consciência.

Antes de ter plena consciência das coisas, você terá alguns vislumbres do que é ter consciência. Esses vislumbres são proporcionados pelo seu saber, que é inerente a todos, embora permaneça embotado por um bom tempo (muitas vidas, muitas experiências) antes de desabrochar.

Os vislumbres são percepções, quase talvez descobertas, em relação a você e à vida. Não há palavras que descrevam as sensações que surgem nesses momentos, mas eles acontecem quando você atinge determinado ponto de sua jornada de vida, determinada harmonia com seu próprio Ser.

Esses momentos se tornam cada vez mais frequentes até você alcançar a plena consciência, que é quando se pode dizer que vocês está iluminado.

Portanto, não se iluda; pensamentos temos muitos, mas eles não representam consciência. Mas não se incomode, quando você tiver esses vislumbres, você vai perceber claramente a diferença. Sem esforço algum, sem preparação alguma.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dúvida

Rio de Janeiro, janeiro de 2015

Será que é possível acabar com a dúvida?

É uma questão de escolha. Duvidar não resolve o problema, só traz aborrecimento; então, é melhor confiar na solução das coisas seja ela qual for, é melhor ficar aberto às oportunidades e procurar ficar tranquilo, mesmo em situações que deixariam a maioria das pessoas preocupadas.

Agora, essa postura às vezes é bem difícil, pois fica uma sensação estranha de não ação, de estar deixando rolar sem tomar providências, de estar aceitando o que não é considerado bom. Supere esse preconceito. Preocupar-se ou desesperar-se também pode se enquadrar nisso aí, agregando a energia da dúvida que pode acabar atraindo resultados que não são bem-vindos.

Confiando, você atrai os resultados necessários, pois não há uma energia de bloqueio. Confiando, você se torna mais aberto às oportunidades de ação. Confiando, você se esgota menos.

Então, é possível acabar com a dúvida, começando por confiar que sem ela você está melhor em qualquer situação.