Rio de Janeiro, maio de 2015
Será que a vida é só uma atuação?
Talvez, ou não. Se considera atuar uma mentira, então, a resposta é não. Mas atuar não é uma mentira; é uma verdade possível, é uma realidade também. Então, a resposta é sim.
Todos nós atuamos, vestimos máscaras sempre que entramos em contato com alguém ou mesmo quando entramos em contato conosco mesmos. E não há nada errado com isso. É uma forma de expressão, é uma forma de expansão.
Veja o caso de atores. Vivem muitos papéis e têm oportunidades de expandir seu próprio eu. Agora, por que tantos deles têm problemas sociais e psicológicos? Você poderia dizer que, se isso fosse bom, eles seriam todos ótimos, pessoas especialíssimas. O que acontece é que é muito difícil acreditar que a atuação é a vida, é a realidade. Então, eles não aproveitam as oportunidades, não sabem lidar com a multiplicidade, e acabam pirando.
Quando se aceita a multiplicidade, a expansão do ser, tudo é aproveitado, cada detalhe, cada característica de personalidade, de imaginação, de atuação, como quiser chamar. E isso vai ajudar em sua evolução. Mas, se ao contrário, entrar em conflito com essas manifestações, daí, vem a loucura, no mau sentido da palavra.
Portanto, atuem, sejam loucos, no bom sentido da palavra! É uma forma maravilhosa de evoluir, de estar no seu verdadeiro ser, que é múltiplo e não singular. Basta observar, experimentar e permitir, em vez de julgar, não acreditar e achar que está fingindo.