Rio de Janeiro, novembro de 2014
Será que tenho múltiplas realidades ao meu dispor?
Sempre. A questão é que costumamos colocar o foco numa única realidade e nem pensar nas outras.
Quando fazemos uma escolha, por exemplo, ela engloba diversas opções, muitas que não são levadas em conta. Quando estamos tristes, não vemos em que ponto aquilo pode representar uma alegria. Quando estamos alegres, não estamos vendo algo que pode ser uma tristeza também sob outro ponto de vista.
Outras vezes, achamos que não conseguimos realizar uma coisa muito querida, mas nem sabemos que a coisa foi realizada em outra dimensão. Então, nós conseguimos!
Ou seja, tudo tem sempre mais de uma faceta. E está acontecendo ao mesmo tempo. Só que o normal, aquilo que a mente faz, é se concentrar num só ponto, naquele que parece mais evidente, pelo menos pra pessoa em questão.
Temos muitas realidades ao nosso dispor, acontecendo simultaneamente, e o importante é não focarmos apenas numa, pois deixaremos de expandir nossa consciência, se fizermos isso.
Agora, sobre as múltiplas realidades, não é nada pra ser analisado, detalhado, pela mente. É pra ser sentido, percebido, pela consciência como um todo. A mente deve apenas acompanhar a expansão da consciência.
Dessa forma, com a consciência mais ampla, percebendo essas múltiplas realidades, fica mais fácil entrarmos no “não julgamento”, na “não culpa”, no “não tem certo nem errado”, no “não se fazer de vítima” e por aí vai. E poderemos curtir muito mais todas as realidades, sem tantas preocupações e medos.