quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fingir, Inventar

Rio de Janeiro, janeiro de 2014

Será que você está mentindo quando faz isso?

A programação imposta à nossa mente faz com que a maioria de nós acredite que fingir que sabe ou que entende uma coisa e inventar histórias ou determinados mecanismos para lidar com a vida são formas de mentir. Errado. Não passam de criação. Igual a um ator criando um personagem ou um escritor criando uma situação, você deve fingir e inventar coisas, pois isso, além de trazer segurança, estabelece uma conexão entre mente e coração, que aclara ainda mais a consciência e permite a manifestação do verdadeiro saber.

É claro que estou falando de fingir e inventar, ou seja, criar, aquilo que lhe faz bem, aquilo que eleva a sua alma, pois esse fingir, esse inventar são realizados de maneira consciente, são utilizados como uma ferramenta, digamos, de evolução espiritual. Ninguém está dizendo pra fingir ou inventar algo que repercuta mal ou traga resultados desagradáveis, principalmente a terceiros. Também é uma opção, mas não é o caso aqui.

Esse fingir e esse inventar podem ser comparados àquela Mentira com letra maiúscula que, certamente, serve a um propósito maior, mas não vou entrar em detalhes sobre isso, pois há uma diferença entre ambos.

Na verdade, quando a gente finge, quando a gente inventa, a gente não está fingindo nem inventando nada, a gente está realmente criando uma realidade diferente. Então, ela passa a existir, a ser. Por isso, devemos fingir, inventar, criar coisas maravilhosas, divertidas, empolgantes, belas, pois assim será.