Rio de Janeiro, agosto de 2014
Será que eu sou uma pessoa carismática?
Depende de como você define carisma. Se você não é extrovertido, pode achar que não tem carisma. Se você não anda rodeado de pessoas, pode achar que não tem carisma. Se você não é de falar muito, pode achar que não tem carisma. Se você não reúne um público imenso que presta atenção ao que você diz, pode achar que não tem carisma.
É claro que pessoas assim têm carisma, embora possa não ser um carisma totalmente genuíno, possa ser um carisma forjado pela facilidade que têm de buscar em seu interior esse lado atrativo. E quando digo forjado, me refiro a elaborado com a mente, pensado, a fim de se obter um resultado desejado. Não há nada errado nisso.
Mas, por outro lado, você pode ter um outro tipo de carisma, ou passar a tê-lo à medida que se torna cada vez mais consciente, porque, apesar de ter a mesma fonte, que é o seu interior, este carisma da pessoa que está evoluindo não precisa aparecer apenas quando ela é extrovertida nem quando está com muitas pessoas em volta. É um carisma que aparece no momento certo, que atrai coisas, situações e pessoas no momento certo. Não exige que você fale muito, não exige que muitas pessoas o ouçam.
Ele é simplesmente uma manifestação natural do seu ser, e que não passa pelo julgamento da mente, que não vem de maneira inconsciente e que está intimamente ligado à sua paixão natural pela vida ou pelo que quer que esteja fazendo ou sendo.
Você sente e manifesta o seu carisma da mesma forma que sente e manifesta a sua paixão: naturalmente, sem forçar, sem forjar e com consciência.
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