Rio de Janeiro, outubro de 2014
Será que posso ser só um observador na vida?
Quantas vezes fazemos esta pergunta ao passarmos por situações das quais não gostamos? Talvez não tantas vezes, nem com tanta profundidade, como deveríamos fazer. E também não só nos momentos desagradáveis. Pois isso nos levaria a refletir que essa é realmente uma possibilidade, a de se tornar um observador.
Quando você deixa de ser limitado e passa a ser você por inteiro, as dificuldades, assim como as satisfações, podem ser vivenciadas do ponto de vista de um observador. Ou seja, você terá todas as experiências, mas elas não o afetarão do modo como costumam afetá-lo agora; elas não irão limitar você a uma determinada sensação, percepção ou impressão, seja ruim ou alegre. Você será completo e, portanto, vivenciará tudo ao mesmo tempo, sem deixar contaminar-se, sem se identificar com uma questão ou outra.
Não é que você vá deixar de existir, mas você expande e se torna mais amplo, abarcando tudo e não apenas uma parte. A sua identidade limitada acaba, sim, mas surge o você inteiro. Parece muito filosófico, o nada que é tudo e o tudo que é nada, mas é algo natural e que acontecerá no momento certo. Então, não se preocupe com isso, apenas procure observar as coisas, pois não se preocupar é o primeiro passo para permitir sua expansão e tornar-se um observador na vida.
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