quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mente Consciente

Rio de Janeiro, setembro de 2015

Será que consigo tornar minha mente consciente?

No caminho de nossa evolução, com o tempo, começamos a perceber algumas sutilezas. Por exemplo, começamos a reparar que nossa mente, em sua ânsia de nos ajudar, acaba nos colocando em apuros, ou pelo menos em situações embaraçosas e desagradáveis, seja nos deixando com muito medo, com muita raiva, com muita tristeza ou com uma sensação muito grande de insatisfação.

Por outro lado, começamos a reparar que nosso Eu Sou, nosso verdadeiro ser, quem nós realmente somos, está lá, presente, talvez não muito atuante, mas como observador, vendo tudo que nossa mente está fazendo e respeitando o tempo que ela precisar para se tornar consciente, ou seja, aceitar, permitir sua colaboração.

Então, damos um outro salto quântico e reparamos que, assim como não podemos colocar o foco na mente limitada, também não podemos colocar o foco no Eu Sou infinito. Enquanto para ela, nada é verdadeiramente possível e prazeroso, para ele, tudo é possível e prazeroso, até a atitude da mente, seja ela acomodada, autoritária, duvidosa ou insana.

Daí, é um momento em que ficamos meio perdidos, porque não dá muito pra contar com um lado nem com outro.

Mas, de repente, a gente tem um estalo! E percebe que o foco deve estar em tornar a mente consciente. Ou seja, o foco deve estar em fazer a mente aceitar, permitir o Eu Sou, entendendo o novo posicionamento. Fazer a mente entender que ela não será desprezada; pelo contrário, será muito bem aceita, pois terá expandido sua área de atuação, eliminando tudo o que a bloqueava de ser completa. Daí por diante, serão muitos e muitos estalos no novo caminho.

Não é um caminho fácil, estará repleto de idas e vindas, altos e baixos, mas um dia a mente chega lá. Porque é, sim, possível torná-la consciente! Paciência, sem acomodação, é uma das ferramentas. As outras? A gente vai descobrindo pelo caminho. Assim como as que vão sendo desnecessárias.

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