Rio de Janeiro, setembro de 2011
Quem é esse ser?
Muito se fala de cuidar da criança interior, mas pouco se sabe como é esse ser que habita cada um de nós. A criança interior que todos temos somos nós mesmos, ou seja, um resquício, um aspecto, do que restou de nossa infância, sempre tão sofrida em um ou outro aspecto.
Toda criança se sente abandonada, traída e invadida, em algum grau, pelo adulto que cuida dela, na maioria das vezes a mãe. Isso fica guardado dentro de nós e se manifesta quando somos adultos em intensidades e peculiaridades diversas.
Quando reagimos a situações e às pessoas, normalmente manifestamos essa criança ferida. Lançamos nossas mágoas em direção ao que for, coisa ou gente. No caso da relação com o outro, fazemos despertar a criança ferida desse outro e, assim, ambos prejudicamos o convívio saudável.
É preciso termos consciência do que acontece para que possamos responder a situações e às pessoas como adultos centrados e, então, permitirmos que a criança alegre e divertida se manifeste. Ela existe, sim, mas fica esquecida em algum cantinho do seu ser, dominada pela outra que, simplesmente, quer ser amada.
Mais uma vez reforço, o importante é se amar e não ficar se culpando e se julgando por tudo que fez, que faz e que fará. Abrace a sua criança no presente e, assim, você dará mais um passo para integrar todos os aspectos de seu ser e tornar-se uma pessoa plena e consciente.
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